quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Homenagem ao professor Albanito

 


Albanito Vaz Júnior é um dos professores andmais queridos e lembrados do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG). As suas aulas e os seus trabalhos são os assuntos principais de qualquer encontro de ex-alunos do Instituto de Educação. Quem pode esquecer dos florilégios meticulosamente pensados e apresentados ao som de valsas no auditório do Instituto? Com o seu jeito único, inspirou centenas de alunas do magistério no Instituto de Educação. Provocou a curiosidade e o amor pela literatura em meninos e meninas do Colétio Batista Mineiro.

Nasceu no ano de 1934 e faleceu em 27 de abril de 2018. Formou em 1957, em letras clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Como educador e professor de língua portuguesa e literatura trabalhou por décadas no Instituto de Educação de Minas Gerais e no Colégio Batista Mineiro. Aponsentou compulsoriamente na rede estadual ao setenta anos de idade, mas continuou lecionando na rede particular de ensino. Contribuiu efetivamente na aprendizagem e na formação de milhares de estudantes. Nos últimos anos de sua vida, exerceu o cargo de diretor do Sindicato dos Professores da rede particular do Estado de Minas Gerais  (Sinpro Minas), na gestão 2016-2020. Publicou importantes artigos na revista do sindicato. Esteve ativamente envolvido nas recentes lutas a favor de uma educação de qualidade e de um país mais justo e soberano.

Como professor sempre se preocupou em transmitir o conhecimento sem esquecer da formação ético-moral dos seus alunos. Conservava a disciplina da sala com muito bom humor e carisma. Foi um professor extremamente engajado, dedicado e apaixonado pelo ato de ensinar. Caracterizado pelos alunos e colegas de trabalho como um homem extremamente culto e dono de grande oratória. Era dono de uma alegria contagiante e sempre estava de braços abertos para acolher os novos alunos ou os novos colegas. Nínguem ficava imune ao conviver com ele. Como pode ser comprovado no depoimento de Selma Medeiros, aluna de Albanito, da turma C, no período 1969-1971, no curso Normal do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG): “Envelhecer é perder amores e morrer de saudades. E aí, quando você descobre, aos 65 anos, que perdeu um professor do segundo grau, daqueles bem carrasco, que faziam ler e escrever, e contracenar, montar, produzir, dirigir, iluminar, ler, reler escrever. (...) e depois de ouvir uma amiga dizer que o amava você descobre que o amou também. Que passou a vida inteira amando e nem sabia. Descobre ainda que ele é quase imortal pois ele estará em você enquanto puder fazer pelo menos um pouco do que ele nos ensinou. “

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