Albanito
Vaz Júnior é um dos professores andmais queridos e lembrados do Instituto de
Educação de Minas Gerais (IEMG). As suas aulas e os seus trabalhos são os
assuntos principais de qualquer encontro de ex-alunos do Instituto de Educação.
Quem pode esquecer dos florilégios meticulosamente pensados e apresentados ao
som de valsas no auditório do Instituto? Com o seu jeito único, inspirou
centenas de alunas do magistério no Instituto de Educação. Provocou a
curiosidade e o amor pela literatura em meninos e meninas do Colétio Batista
Mineiro.
Nasceu
no ano de 1934 e faleceu em 27 de abril de 2018. Formou em 1957, em letras
clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG). Como educador e professor de língua portuguesa
e literatura trabalhou por décadas no Instituto de Educação de Minas Gerais e
no Colégio Batista Mineiro. Aponsentou compulsoriamente na rede estadual ao
setenta anos de idade, mas continuou lecionando na rede particular de ensino.
Contribuiu efetivamente na aprendizagem e na formação de milhares de
estudantes. Nos últimos anos de sua vida, exerceu o cargo de diretor do Sindicato dos
Professores da rede particular do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), na gestão 2016-2020. Publicou
importantes artigos na revista do sindicato. Esteve ativamente envolvido nas
recentes lutas a favor de uma educação de qualidade e de um país mais justo e
soberano.
Como
professor sempre se preocupou em transmitir o conhecimento sem esquecer da
formação ético-moral dos seus alunos. Conservava a disciplina da sala com muito
bom humor e carisma. Foi um professor extremamente engajado, dedicado e
apaixonado pelo ato de ensinar. Caracterizado pelos alunos e colegas de
trabalho como um homem extremamente culto e dono de grande oratória. Era dono
de uma alegria contagiante e sempre estava de braços abertos para acolher os novos alunos ou os novos
colegas. Nínguem ficava imune ao conviver com ele. Como pode ser comprovado no
depoimento de Selma Medeiros, aluna de Albanito, da turma C, no período
1969-1971, no curso Normal do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG):
“Envelhecer é perder amores e morrer de saudades. E aí, quando você descobre,
aos 65 anos, que perdeu um professor do segundo grau, daqueles bem carrasco,
que faziam ler e escrever, e contracenar, montar, produzir, dirigir, iluminar,
ler, reler escrever. (...) e depois de ouvir uma amiga dizer que o amava você descobre
que o amou também. Que passou a vida inteira amando e nem sabia. Descobre ainda
que ele é quase imortal pois ele estará em você enquanto puder fazer pelo menos
um pouco do que ele nos ensinou. “
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